A ALTURA DO SELIM E A PERFORMANCE NO CICLISMO

A altura do selim associada a erros na mecânica da pedala afeta a performance no ciclismo. Em provas como triathlon,  pode ocasionar a redução do rendimento também na etapa da corrida. Subsequente lesões nos joelhos, dores lombares e cervicais são queixas associados a erro na escolha da altura e do recuo do selim. 

A cinemática do tornozelo durante a pedalada diz muito sobre a altura e o recuo do selim. Um erro muito comum no ciclismo é fazer flexão plantar e dorsiflexão durante a pedalada (Flexionar e estender tornozelo), isso reduz a transferência de força do quadril e do joelho. Pedalar na ponta do pé como se fosse uma bailarina também sobrecarrega as articulações dos joelhos e tornozelos.

Durante o downstroke o atleta não deve fazer essa fase empurrando o calcanhar para baixo, pois reduz a aplicação de força durante a pedalada. A posição do quadril e a mecânica da coxa e tronco para aplicação eficaz de força durante a pedalada está relacionada a altura do selim, e afeta a potência de pedalada.

Um selim baixo demais e com recuo em relação ao centro do movimento central reduz a força aplicada pelos músculos no pedal. Eleva a rotação do quadril e ocasiona oscilação vertical do troco quando o ciclista faz força. Também aumenta a força de cisalhamento na articulação dos joelhos, quando a perna se desloca para frente e a coxa para trás.

Um selim muito alto reduz a força no ciclo de pedala, sobrecarrega os ísquios, devido ao aumento de pressão no selim, rotação excessiva das vertebras lombares e rotação do quadril e, causa movimentos laterais dos joelhos.
Sensores inerciais permitem avaliar durante a pedalada a variação do ângulo dos tornozelos, coxa, quadril e tronco alcance o mais alto nível de performance.

Um bikefit baseado na ciência do movimento humano aumento a performance reduzindo o gasto energético e incrementando o conforto ao pedalar.





POTÊNCIA ANAERÓBIA

As zonas de treinamento são faixas de intensidade em que estão relacionados os substratos energéticos utilizado para produção de ATP, os efeitos fisiológicos, a função cardiovascular, a função respiratória e a lactacidemia.

As células musculares que são capazes de sintetizar o ATP da forma mais eficaz são as fibras de contração rápida (tipo IIb). As fibras de contração rápida tipo IIb são recrutadas quando a intensidade do exercício é elevada, ou seja a carga interna é alta. Isso pode se dar através da elevada rapidez no movimento ou uma elevada carga externa. Quando a carga interna é baixa somente as fibras de contração lenta são recrutadas.

A potência anaeróbia está associada a máxima produção de ATP, por unidade de tempo (segundo), durante um exercício de intensidade  máxima e curta duração. A capacidade anaeróbia refere-se à quantidade máxima de ATP ressintetizado através do metabolismo anaeróbio, durante um exercício de curta duração e máxima intensidade.

Para gerar energia rapidamente o nosso organismo usa o ATP estocado nos músculos, contudo o seu estoque só permite atividade por 1 a 2 segundos.

A quebra de PC (fosfato de creatina) é regulada pela atividade de creatinaquinase. Essa enzima é ativada quando há aumento das concentrações sarcoplasmáticas de ADP (adenosina difosfato) é inibida por altos níveis de ATP. No começo do exercício e nos exercícios intensos o ATP é partido em ADP + P1 para fornecer energia para contração muscular. 

 Atletas treinados consegue sustentar o esforço por uma período entre 5 a 8" com redução constante da capacidade de trabalho que passa a ser sustentado pela glicólise anaeróbia. 

Como a via anaeróbia alática se esgota rapidamente, para melhorar a capacidade de realizar exercício nessa intensidade é necessário que o treinamento seja feito de forma intervalada. 

O ATP e CP se recuperaram de 95 e 76% (50%) das concentrações de repouso, respectivamente, no final do primeiro minuto de recuperação e, recuperam de 90 e 78%, respectivamente, no final do terceiro minuto de recuperação.