Treinamento de ritmo de prova

  Muitas vezes ouvimos numa competição um atleta falando: "meu coração parece que vai sair pela boca!" E ainda, aquele que dispara loucamente no início da prova e, após, cinco minutos ele é ultrapassado por todos que ele havia ultrapassado, permanecendo assim, até não conseguir mais correr, pedalar ou nadar. 

  Em uma prova como triathlon, natação e corridas longas o atleta deve economizar no início o máximo de energia possível para poder terminá-la, mas isso, não caracteriza que o atleta irá ter sucesso. É necessário que se conheça as verdadeiras possibilidades do atleta, numa avaliação física prévia e que determine-se a performance numa determinada prova, definindo a sua velocidade média de deslocamento. Tentar "sprintar" sucessivamente no início da prova estará fazendo com que o organismo utilize o glicogênio muscular como fonte principal de produção de energia e, que não será reposto em hipótese alguma  durante a prova, fazendo com que as reservas de glicogênio diminuam e, também a performance no decorrer da prova fazendo com que muitas vezes não a complete.

  O ritmo de prova deve ser estabelecido previamente, calculando-se o tempo que deve ser gasto para completar cada quilometro (km), e se possível cada 500 m, 100 m e 50m, para permitir um excelente controle pelo atleta. A necessidade de manter-se um ritmo constante é saber exatamente qual o potencial das reservas de glicogênio muscular.

  O treinamento de ritmo possibilita um atleta acostumar a trabalhar na mesma velocidade de competição e, portanto, deve ser executado na mesma velocidade que o atleta deverá manter na competição alvo. Logo, observa-se que o treinamento deve ser específico, isto é, o ciclista deve pedalar, o nadador deve nadar, o triathleta deve treinar no ritmo determinado para cada modalidade. 

  O objetivo do treinamento de ritmo é possibilitar adaptações fisiológicas, em principais: "o recrutamento de fibras musculares e a elevada frequência cardíaca e respiratória"; psicológicas ao ritmo que ele deverá executar no dia da competição alvo. 

  As sessões de treinamento de ritmo devem ser executadas num determinado percentual da distância da prova que é estabelecido de acordo com fase do treinamento e da periodização da temporada de competição. Estas sessões devem fazer parte do treino a cada 7 dias na fase específica e a cada 3 dias no período de competição; devido as elevadas intensidade e a pouca distância completada não devem ser programadas na fase básica da periodização do treinamento.

  Quanto melhor a performance do atleta maior deverá ser a distância utilizada no treino e quanto menor a performance do atleta menor será ser a distância do treino, permitindo que mais sessões em alta intensidade sejam estabelecidas para o atleta de melhor nível. O treinamento deverá ser feito do mesmo modo que o interval-training, isto é, em séries e repetições.

Natação - Eficiência mecânica da braçada

 "O máximo de eficiência na água é obtido deslocando grande quantidade de água em uma curta distância, do que, empurrando pequena quantidade de água a longa distância". Este texto se refere ao deslocamento das mãos no meio líquido, que deve obedecer aos princípios hidrodinâmicos e da física. Erronemente, muitas vezes é traduzido como "empurrando", o que contradiz os principios da hidrodinâmica, pois nesse caso, não está se levando em consideração que o corpo se desloca em relação a mão e, o deslocamento da mão para tráz é muito pequeno. Os maires deslocamento são laterais, que garante a eficiência na propulsão.
 
 "Para toda ação há uma reação igual e oposta. Quando um corpo exerce uma força sobre o outro, recebe daquele uma reação igual em direção e intensidade e, contrária em sentido". Está lei, chamada de lei da ação e reação é uma das leis da física mais importante na natação.

 A "tração", moviemtno de varrredura para baixo, dentro e para cima, com pequeno grau para fora, com flexão de braço e de cotovelo é a que produz maior propulsão porque minimiza os componentes para cima e para baixo, proporcionando uma melhor propulsão para frente (Fig. 1). A "tração" com o cotovelo esticado produz uma desvantagem devido a mecânica desfavorável encontrado na puxada do braço. A força exercida para a execução da puxada aumenta linearmente com a extensão da resistência do braço (Fig. 2). Devido biomecânica desfavorável deste movimento não ocorre a transferência de força dos grandes grupos musculares do tronco na fase final da braçada. Nos pontos A e B a força aplicada para baixo são demasiadas, nos pontos D e E as força para cima são excessiva. Isto faz com que o nadador projete seu corpo para cima e A e B e para baixo em D e E desequilibrando-se na água. E com pouca propulsão para frente se observado a lei de ação e reação.
Figura 1 Técnica correta com fexão de braço e cotovelo. Fig. 2. Técnica de tração imprópria com o cotovelo estendido.

  
As ações motoras estam relacionadas as funções dos membros e a sua articulação ao tronco. Isto é verdade? Exclamados por treinadores, entretanto, esquecem que o posicionamento correto das mãos garantem o sucesso na propulsão em todos os estilos, e principalmente no crawl. A mão deve permanecer perpendicular a direção do nado e, o nadador deve procurar sempre uma massa de água parada fazendo uma "S" com os membros superiores na fase aquática.

  Quanto pior o domínio da técnica das ações do braço, acarretará desequilíbrios e oscilações observáveis nos diferentes planos do espaço. Muito comum são as oscilações laterais que estam ligadas a uma passagem dos braços afastado (exteriormente ou interiormente) ao plano vertical do eixo de deslocamento (Fig.3).

Natação - Eficiência Mecânica

  A tecnologia junto com a ciência e suas leis, teoremas e teorias têm permitido uma grande evolução no estudo da biomecânica relacionada aos gestos esportivos e, assim, como: o ciclismo, a corrida, a natação também sofreu grande evolução.


  A evolução da hidrodinâmica determinou que a existência de um bordo de ataque e um bordo de fuga devem ser levados em consideração quando desejarmos orientarmos-no em respeito ao posicionamento do corpo num fluído e, isso, determina que o bordo de ataque cortará a lâmina d'água fazendo com que esta desloque-se até o bordo de fuga, sendo esse corpo chamando fólio. Assim, as mãos equiparam-se a um fólio quando posicionados em um fluído. Desta forma evitando que seja criado uma grande turbulência quando o fluído desloca-se sobre o este corpo.


  Como visto em "Nade Rápido" na edição 20/99; sobre o posicionamento dos braços durante a fase aquática, as mãos têm grande importância na propulsão, assim, como os pés. E essas partes do corpo devem estar posicionadas em determinados ângulos para que o efeito propulsivo seja máximo. Sendo, o lado do dedo polegar indicado como o bordo de ataque e o lado do dedo de mínimo como o bordo de fuga (Maglisho, 1999).


  Pesquisadores como (Maglisho et al.,1986; Hay, 1988, Schleihauf et al., 1983) mostraram em seus estudo sobre biomecânica da natação que, o posicionamento das mãos na água devem estabelecer uma ângulo de ataque de aproximadamente 20 a 50 graus em toda fase aquática, sendo, o ângulo de 40 graus, o que obteve o maior coeficiente de sustentação. Os ângulos menores e maiores são poucos favoráveis a propulsão. Ao contrário do que pensava-se o posicionamento das mãos com um angulo de ataque de 90 graus, logo, perpendicular a direção do movimento produz efeitos catastróficos, pois, as moléculas de água chocam-se com as palmas das mãos e são impelida aleatoriamente para todos os lados fazendo com que uma grande turbulência seja criada devido ao enorme arrasto produzido e, diminuindo a propulsão. Esse fenômeno ocorre porque as moléculas de água deslocam-se sob a forma de lâminas. E o rompimento dessas lâminas causam o deslocamento das moléculas de água gerando a turbulência reduzindo, assim, a propulsão que poderia ser gerada.


  Apesar de parecer complicado o nadador pode facilmente verificar o ângulo de ataque das suas mãos e pés pela quantidade de bolhas produzida quando estes movimentam-se na água. Quanto mais bolhas forem observadas piores são os ângulos de ataque e menor será a propulsão do nadador. Logo, para que se obtenha um ângulo de ataque mais próximo do correto o nadador deve gerar o mínimo de bolhas possível.