A evolução da hidrodinâmica determinou que a existência de um bordo de ataque e um bordo de fuga devem ser levados em consideração quando desejarmos orientarmos-no em respeito ao posicionamento do corpo num fluído e, isso, determina que o bordo de ataque cortará a lâmina d'água fazendo com que esta desloque-se até o bordo de fuga, sendo esse corpo chamando fólio. Assim, as mãos equiparam-se a um fólio quando posicionados em um fluído. Desta forma evitando que seja criado uma grande turbulência quando o fluído desloca-se sobre o este corpo.
Como visto em "Nade Rápido" na edição 20/99; sobre o posicionamento dos braços durante a fase aquática, as mãos têm grande importância na propulsão, assim, como os pés. E essas partes do corpo devem estar posicionadas em determinados ângulos para que o efeito propulsivo seja máximo. Sendo, o lado do dedo polegar indicado como o bordo de ataque e o lado do dedo de mínimo como o bordo de fuga (Maglisho, 1999).
Pesquisadores como (Maglisho et al.,1986; Hay, 1988, Schleihauf et al., 1983) mostraram em seus estudo sobre biomecânica da natação que, o posicionamento das mãos na água devem estabelecer uma ângulo de ataque de aproximadamente 20 a 50 graus em toda fase aquática, sendo, o ângulo de 40 graus, o que obteve o maior coeficiente de sustentação. Os ângulos menores e maiores são poucos favoráveis a propulsão. Ao contrário do que pensava-se o posicionamento das mãos com um angulo de ataque de 90 graus, logo, perpendicular a direção do movimento produz efeitos catastróficos, pois, as moléculas de água chocam-se com as palmas das mãos e são impelida aleatoriamente para todos os lados fazendo com que uma grande turbulência seja criada devido ao enorme arrasto produzido e, diminuindo a propulsão. Esse fenômeno ocorre porque as moléculas de água deslocam-se sob a forma de lâminas. E o rompimento dessas lâminas causam o deslocamento das moléculas de água gerando a turbulência reduzindo, assim, a propulsão que poderia ser gerada.
Apesar de parecer complicado o nadador pode facilmente verificar o ângulo de ataque das suas mãos e pés pela quantidade de bolhas produzida quando estes movimentam-se na água. Quanto mais bolhas forem observadas piores são os ângulos de ataque e menor será a propulsão do nadador. Logo, para que se obtenha um ângulo de ataque mais próximo do correto o nadador deve gerar o mínimo de bolhas possível.
