A ALTURA DO SELIM E A PERFORMANCE NO CICLISMO

A altura do selim associada a erros na mecânica da pedala afeta a performance no ciclismo. Em provas como triathlon,  pode ocasionar a redução do rendimento também na etapa da corrida. Subsequente lesões nos joelhos, dores lombares e cervicais são queixas associados a erro na escolha da altura e do recuo do selim. 

A cinemática do tornozelo durante a pedalada diz muito sobre a altura e o recuo do selim. Um erro muito comum no ciclismo é fazer flexão plantar e dorsiflexão durante a pedalada (Flexionar e estender tornozelo), isso reduz a transferência de força do quadril e do joelho. Pedalar na ponta do pé como se fosse uma bailarina também sobrecarrega as articulações dos joelhos e tornozelos.

Durante o downstroke o atleta não deve fazer essa fase empurrando o calcanhar para baixo, pois reduz a aplicação de força durante a pedalada. A posição do quadril e a mecânica da coxa e tronco para aplicação eficaz de força durante a pedalada está relacionada a altura do selim, e afeta a potência de pedalada.

Um selim baixo demais e com recuo em relação ao centro do movimento central reduz a força aplicada pelos músculos no pedal. Eleva a rotação do quadril e ocasiona oscilação vertical do troco quando o ciclista faz força. Também aumenta a força de cisalhamento na articulação dos joelhos, quando a perna se desloca para frente e a coxa para trás.

Um selim muito alto reduz a força no ciclo de pedala, sobrecarrega os ísquios, devido ao aumento de pressão no selim, rotação excessiva das vertebras lombares e rotação do quadril e, causa movimentos laterais dos joelhos.
Sensores inerciais permitem avaliar durante a pedalada a variação do ângulo dos tornozelos, coxa, quadril e tronco alcance o mais alto nível de performance.

Um bikefit baseado na ciência do movimento humano aumento a performance reduzindo o gasto energético e incrementando o conforto ao pedalar.