A Propulsão na Natação: Do Teorema de Bernoulli à Força de Arrasto Propulsivo – Análise Fundamentada na Teoria Hidropropulsiva De Angelo (2025)

 

A compreensão da propulsão na natação é um campo complexo da biomecânica aquática, que evoluiu significativamente desde as primeiras teorias baseadas na física dos fluidos. Inicialmente, a explicação para o movimento do nadador no meio aquático foi fortemente influenciada pelo Teorema de Bernoulli e pelo conceito de Força de Sustentação (Lift), popularizado pelos estudos pioneiros de James Counsilman. Contudo, pesquisas subsequentes, notavelmente as de Ernest Maglischo, reorientaram o foco para a Força de Arrasto Propulsivo (Propulsive Drag), oferecendo uma visão mais completa e empiricamente sustentada.

O Teorema de Bernoulli e a Teoria da Sustentação (Lift)

O Teorema de Bernoulli, um princípio fundamental da hidrodinâmica, estabelece uma relação inversa entre a velocidade de um fluido e a pressão que ele exerce. Em termos simples, onde a velocidade do fluido é maior, a pressão é menor, e vice-versa.

 

"O Teorema de Bernoulli afirma que: a pressão de um fluido é reduzida sempre que a velocidade do fluxo é aumentada." [1]

Na natação, a aplicação desse teorema foi proposta para explicar a geração de força propulsiva através do movimento das mãos e braços do nadador, semelhante ao que ocorre com as asas de um avião ou as hélices de um barco.

A Contribuição de James Counsilman

James Counsilman (1920-2004), um renomado treinador e pesquisador de natação, foi um dos principais defensores da teoria da sustentação. Em seus estudos, especialmente a partir da década de 1960, ele sugeriu que os movimentos de "palmateio" (sculling) das mãos do nadador geravam uma força de sustentação (Lift) que impulsionava o corpo para a frente [2].

 

A teoria de Counsilman baseava-se na ideia de que, ao mover a mão em uma trajetória curva (o "S" subaquático), o nadador criava uma diferença de velocidade do fluxo de água nas superfícies superior e inferior da mão.

 

        Superfície de Alta Velocidade (Baixa Pressão): A água que percorre a parte externa da curva da mão se move mais rapidamente.

        Superfície de Baixa Velocidade (Alta Pressão): A água que percorre a parte interna da curva da mão se move mais lentamente.

 

Essa diferença de pressão resultaria em uma força perpendicular à direção do fluxo, a Força de Sustentação (Lift), que, quando orientada corretamente, contribuiria para a propulsão [3]. Essa teoria foi crucial para a evolução da técnica de nado, enfatizando a importância da trajetória curva da mão, conhecida como sculling ou "palmateio". Contudo, a eficácia dessa sustentação depende da manutenção de um fluxo laminar sobre a superfície da mão. O sculling bem executado busca o apoio nesse fluxo laminar, mais lento na palma, permitindo que o nadador gere força de sustentação e consiga, por exemplo, sustentar o corpo na vertical ou, no caso do deslocamento horizontal, ter um ponto de apoio estável para aplicar a força a partir dos ombros (princípio das alavancas). Em contraste, um movimento brusco de "empurrar a água para trás" transfere energia cinética, quebra o fluxo laminar e gera turbulência excessiva, resultando em perda de sustentação e propulsão ineficiente, como ocorre com alguém que está se afogando.

 

A Crítica e a Ênfase na Força de Arrasto Propulsivo por Ernest Maglischo

Apesar da influência inicial da teoria de Counsilman, a comunidade científica e técnica da natação começou a questionar a predominância da Força de Sustentação. Ernest Maglischo (n. 1941), outro influente treinador e autor, foi um dos principais responsáveis por essa reavaliação, argumentando que a Força de Arrasto Propulsivo (Propulsive Drag) é a força dominante na propulsão da natação [4].

 A Perspectiva de Ernest Maglischo

Maglischo, em suas obras como Swimming Fastest (2003), reconhece a existência da Força de Sustentação, mas a considera secundária em comparação com a Força de Arrasto [5]. Sua análise, apoiada por estudos mais avançados de biomecânica e visualização de fluidos, sugere que a propulsão é primariamente gerada pela ação de empurrar a água para trás, em conformidade com a Terceira Lei de Newton (Ação e Reação).

Força Propulsiva

Base Teórica

Contribuição na Propulsão

Força de Sustentação (Lift)

Teorema de Bernoulli

Força perpendicular ao fluxo, gerada pela diferença de pressão (velocidade) entre as superfícies da mão.

Força de Arrasto Propulsivo (Propulsive Drag)

Terceira Lei de Newton

Força paralela ao fluxo, gerada pelo empurrão da água para trás (ação) e a reação da água no sentido oposto (propulsão).

Lift, Drag e Alavancas de Força

Princípios biomecânicos e hidrodinâmico

Aplicação de força pela cintura escapular usando os braços, antebraço e mão para criar força de sustentação comprimindo o fluxo laminar d’água com vetor de deslocamento na projeção do eixo longitudinal do corpo.

 

Maglischo argumenta que a mão do nadador, ao se mover em uma trajetória que maximiza o contato com a água e a acelera para trás, cria uma alta pressão na sua superfície palmar, gerando a Força de Arrasto Propulsivo. A chave para a eficiência, segundo essa visão, é a capacidade de "agarrar" a água (fase de catch) e empurrá-la para trás de forma controlada, maximizando a reação da água (Arrasto Propulsivo) e minimizando a turbulência dissipativa.

 

"Embora nossa compreensão da propulsão na natação esteja longe de ser completa, acredito que a força de arrasto e as forças de arrasto que aceleram os nadadores para a frente serão denominadas arrasto propulsivo." [6]

A trajetória curva da mão (o "S" subaquático) não é vista por Maglischo como um mecanismo para gerar Lift, mas sim como uma forma de permitir que a mão se mova continuamente para trás, mantendo contato com "água não perturbada" e maximizando a Força de Arrasto Propulsivo ao longo de um percurso mais longo [7].

 

A Evolução do Entendimento Teoria da Hidropropulsão de Anjos

A teoria da propulsão na natação evoluiu de uma explicação centrada no Teorema de Bernoulli e na Força de Sustentação (Counsilman) para uma visão que enfatiza a Força de Arrasto Propulsivo (Maglischo).

 

Apesar da Força de Sustentação ser uma consequência física do movimento da mão na água (e, portanto, o Teorema de Bernoulli ser aplicável), a pesquisa moderna, influenciada por Maglischo, demonstrou que a maior parte da força propulsiva é gerada pela Força de Arrasto Propulsivo, ou seja, pela capacidade do nadador de aplicar força na água e acelerá-la para trás.

 

O legado de Counsilman reside em ter introduzido o conceito de que a mão não se move em linha reta, abrindo caminho para a análise hidrodinâmica e destacando o papel da Força de Sustentação. O trabalho de Maglischo, por sua vez, refinou esse entendimento, fornecendo a base para as técnicas de nado contemporâneas que priorizam a "pegada" (catch) e o "empurrão" da água para trás, maximizando o Arrasto Propulsivo. A técnica ideal de propulsão, portanto, busca um equilíbrio entre a Sustentação (Lift), gerada pelo sculling em fluxo laminar para obter apoio, e o Arrasto Propulsivo (Drag), gerado pela aplicação controlada de força contra a água, permitindo que o nadador utilize o corpo como um sistema de alavancas para o deslocamento horizontal eficiente.

 Entretanto os estudos hidrodinâmico, baseados nos princípios biomecânicos das alavancas segundo os Estudos de Anjos (2025) quanto ao uso das mãos (sculling) em que o nadador ao realizar o movimento da braçada nos nados, chamados de varredura por Maglischo, no caso do nado crawl, sendo a varredura para dentro, a primeira fase propulsiva e a varredura para cima, a segunda fase propulsiva, observando a movimentação da mão, antebraço e braço, o nadador não executa o "s", pois é uma visão simplista da analise em função corpo “sem deslocamento”. Contudo, a observação cinemática das mãos, antebraço e braço, mostram que eles se deslocam diagonalmente, após alcançar a posição mais profunda das mãos no nado crawl, iniciando o “agarre” (Fig 1), o nadador movimenta os braços no sentido da projeção da linha média do corpo, com a mão angulada próximo de 40º, apoiando-se no fluxo laminar. Mudando o vetor resultante, das mãos para o corpo pelo eixo longitudinal. A força é aplicada na articulação do ombro.  Com base no princípio das alavancas. O deslocamento é tão grande quanto a força aplicada e o arrasto hidrodinâmico, que é a força resistiva.

Em função da continuidade do movimento angular do ombro a segunda fase propulsiva da braçada no nado crawl, para cima, segundo Maglischo, ocorre também pela ênfase na rotação do tronco, que permite a cada grau de movimentação que a força gere o deslocamento horizontal do corpo. Grandes nadadores em função do deslocamento hidrodinâmico, não fazem a extensão do cotovelo pois ocasiona deslocamento vertical criando resistência de onda e de forma.

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Referências

[1] Swimming Science Bulletin. Part III - Propulsive Forces. Disponível em: https://coachsci.sdsu.edu/swim/bullets/forces3.htm [2] Morais, C. M. M. A Teoria Ascensional baseia-se no Teorema de Bernoulli. Disponível em: https://core.ac.uk/download/pdf/220687042.pdf [3] Corrêa, S. C. MECÂNICA DE FLUIDOS. Disponível em: https://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/remef/article/download/3637/2928/0 [4] Maglischo, E. W. Swimming Fastest. Human Kinetics, 2003.
[5] Maglischo, E. W.Swimming Even Faster. Mayfield Publishing Company, 1993.
[6] Maglischo, E. W.Swimming Fastest. Snippet: "Although our understanding of swimming propulsion is far from complete, I believe that the drag and drag forces that accelerate swimmers forward will be termed propulsive drag."
[7] Sport Science.Lift or drag in freestyle swimming?. Disponível em:
https://www.sportsci.org/news/biomech/skeptic.html


Adaptações Fisiológicas Associadas ao Treinamento Aeróbico no Primeiro Limiar

 Adaptações Fisiológicas Associadas ao Treinamento Aeróbico no Primeiro Limiar Ventilatório (LV1/VT1)

Introdução

O Primeiro Limiar Ventilatório (LV1 ou VT1) é um conceito fundamental na fisiologia do exercício, representando um ponto crítico durante o exercício progressivo. Ele é definido como a intensidade de exercício na qual ocorre um aumento desproporcional na ventilação pulmonar em relação ao consumo de oxigênio (VO2) [1]. Em termos mais acessíveis, é o estágio em que o corpo começa a aumentar a respiração para compensar o dióxido de carbono (CO2) adicional produzido pelo tamponamento do lactato sanguíneo, mesmo que a produção de lactato ainda seja baixa e eficientemente gerenciada [1].

Nesta intensidade, o metabolismo energético ainda é predominantemente aeróbico, utilizando gorduras como principal substrato energético, e a produção de lactato é mínima e estável. O treinamento abaixo ou no LV1 é frequentemente referido como exercício na "zona aeróbica" ou "Zona 2", caracterizado por baixa fadiga e alta sustentabilidade, sendo a base para o desenvolvimento da capacidade aeróbica e da resistência [1]. A compreensão e o aprimoramento do LV1 são cruciais para atletas de resistência, pois permitem sustentar esforços prolongados com menor acúmulo de fadiga metabólica [1].

Adaptações Fisiológicas ao Treinamento Aeróbico Focado no LV1

O treinamento direcionado ao aprimoramento do LV1 visa otimizar a eficiência do sistema aeróbico, promovendo uma melhor utilização de gorduras como combustível e um gerenciamento mais eficaz do lactato em intensidades mais elevadas. As principais adaptações fisiológicas incluem:

Aumento da Capacidade de Oxida Gorduras

Uma das adaptações mais significativas é o aumento da capacidade do corpo em oxidar gorduras como principal fonte de energia durante o exercício submáximo. Isso resulta em uma economia de glicogênio muscular, que é um substrato limitado, prolongando a capacidade de sustentar o exercício [1]. Essa adaptação é crucial para eventos de longa duração, onde a disponibilidade de glicogênio pode ser um fator limitante.

Aumento da Densidade Mitocondrial

As mitocôndrias, frequentemente chamadas de "usinas de energia" das células, são os locais onde ocorre a produção aeróbica de ATP (adenosina trifosfato), a moeda energética do corpo. O treinamento aeróbico regular, especialmente na zona do LV1, induz um aumento tanto no número quanto no tamanho das mitocôndrias nas fibras musculares. Essa proliferação mitocondrial eleva a capacidade do músculo de gerar energia aerobicamente, melhorando a resistência à fadiga [1].

Aumento da Densidade Capilar

O treinamento aeróbico promove a angiogênese, ou seja, o aumento da rede de capilares sanguíneos que envolvem as fibras musculares. Essa maior densidade capilar facilita o transporte de oxigênio do sangue para os músculos ativos e a remoção eficiente de subprodutos metabólicos, como o CO2 e o lactato. Uma melhor perfusão sanguínea otimiza a troca gasosa e de nutrientes, contribuindo para a eficiência aeróbica [1].

Melhora da Eficiência Cardíaca

Embora não detalhado em todos os artigos consultados, o treinamento aeróbico no LV1 contribui para adaptações cardiovasculares importantes. Isso inclui um aumento do volume sistólico (quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada batimento) e uma diminuição da frequência cardíaca em repouso e em intensidades submáximas. Essas mudanças tornam o coração mais eficiente, permitindo que ele bombeie mais sangue com menos esforço, melhorando a entrega de oxigênio aos tecidos [2].

Melhora na Remoção e Tamponamento de Lactato

O corpo se torna mais eficaz em remover e tamponar o lactato produzido durante o exercício. Embora o LV1 seja caracterizado por baixa produção de lactato, aprimorar a capacidade de gerenciá-lo é fundamental para retardar seu acúmulo em intensidades mais altas e, consequentemente, postergar o início da fadiga. Isso ocorre através do aumento da atividade de transportadores de lactato e da capacidade dos sistemas de tamponamento [1].

Economia de Movimento

O treinamento de força e a prática específica do esporte podem melhorar a economia de movimento. Isso significa que o atleta necessita de menos energia (e, portanto, menos consumo de oxigênio) para manter um determinado ritmo ou potência. Uma maior economia de movimento eleva indiretamente o LV1, pois permite que o atleta execute o exercício de forma mais eficiente dentro da zona aeróbica [1].

Redução da Percepção de Esforço

Com todas as adaptações fisiológicas mencionadas, o atleta consegue manter uma intensidade de exercício mais elevada com uma menor percepção de esforço. Isso se traduz em maior conforto durante o exercício prolongado e uma melhor capacidade de manter o foco e a performance [1].

Estratégias para Melhorar o LV1

Para otimizar as adaptações fisiológicas e elevar o LV1, algumas estratégias de treinamento são recomendadas [1]:

• Treinamento de Base Aeróbica (Zona 2): A maior parte do treinamento deve ser realizada em intensidades abaixo ou muito próximas do LV1, com foco em volume e baixa intensidade. Isso estimula as adaptações mitocondriais e capilares.

• Aumento Gradual do Volume: Progressivamente aumentar o volume total de treinamento aeróbico é essencial para impulsionar as adaptações fisiológicas necessárias.

• Treinamento de Força: Incorporar o treinamento de força para melhorar a economia de movimento e a eficiência neuromuscular.

• Monitoramento Tecnológico: Utilizar ferramentas como analisadores de gases ou monitores de frequência cardíaca para identificar e monitorar o LV1 em tempo real, otimizando a prescrição e execução dos treinos.

Conclusão

O treinamento aeróbico focado no Primeiro Limiar Ventilatório é uma abordagem eficaz para desenvolver a resistência e a performance em esportes de longa duração. As adaptações fisiológicas resultantes, como o aumento da oxidação de gorduras, densidade mitocondrial e capilar, e a melhora na remoção de lactato, contribuem para uma maior eficiência energética e uma menor percepção de esforço. Ao priorizar o treinamento na Zona 2, atletas podem construir uma base aeróbica robusta, desbloqueando seu verdadeiro potencial de resistência.

Referências

[1] CHASKi. First Ventilatory Threshold (VT1): The physiological key to your endurance performance. Disponível em: https://chaski.fit/2025/07/01/first-ventilatory-threshold-vt1-the-physiological-key-to-your-endurance-performance/. Acesso em: 20 out. 2025.

[2] Liu, R.Cardiopulmonary endurance-training responsiveness. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11949888/. Acesso em: 20 out. 2025.