A ALTURA DO SELIM E A PERFORMANCE NO CICLISMO
POTÊNCIA ANAERÓBIA
As zonas de treinamento são faixas de intensidade em que estão relacionados os substratos energéticos utilizado para produção de ATP, os efeitos fisiológicos, a função cardiovascular, a função respiratória e a lactacidemia.
As células musculares que são capazes de sintetizar o ATP da forma mais eficaz são as fibras de contração rápida (tipo IIb). As fibras de contração rápida tipo IIb são recrutadas quando a intensidade do exercício é elevada, ou seja a carga interna é alta. Isso pode se dar através da elevada rapidez no movimento ou uma elevada carga externa. Quando a carga interna é baixa somente as fibras de contração lenta são recrutadas.
A potência anaeróbia está associada a máxima produção de ATP, por unidade de tempo (segundo), durante um exercício de intensidade máxima e curta duração. A capacidade anaeróbia refere-se à quantidade máxima de ATP ressintetizado através do metabolismo anaeróbio, durante um exercício de curta duração e máxima intensidade.
Para gerar energia rapidamente o nosso organismo usa o ATP estocado nos músculos, contudo o seu estoque só permite atividade por 1 a 2 segundos.
A quebra de PC (fosfato de creatina) é regulada pela atividade de creatinaquinase. Essa enzima é ativada quando há aumento das concentrações sarcoplasmáticas de ADP (adenosina difosfato) é inibida por altos níveis de ATP. No começo do exercício e nos exercícios intensos o ATP é partido em ADP + P1 para fornecer energia para contração muscular.
Atletas treinados consegue sustentar o esforço por uma período entre 5 a 8" com redução constante da capacidade de trabalho que passa a ser sustentado pela glicólise anaeróbia.
Como a via anaeróbia alática se esgota rapidamente, para melhorar a capacidade de realizar exercício nessa intensidade é necessário que o treinamento seja feito de forma intervalada.
O ATP e CP se recuperaram de 95 e 76% (50%) das concentrações de repouso, respectivamente, no final do primeiro minuto de recuperação e, recuperam de 90 e 78%, respectivamente, no final do terceiro minuto de recuperação.
PARÂMETROS FISIOLÓGICOS E PRESCRIÇÃO DO TREINAMENTO NO TRIATHLON (PARTE 2)
FALANDO SOBRE TREINAMENTO AERÓBIO (Z1, Z2 e Z3)
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Prof. Marco Angelo, MSc.
Cref1:5903.
Email: profmarcoangelo@outlook.com
@coach_marco_angelo
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PARÂMETROS FISIOLÓGICOS E PRESCRIÇÃO DO TREINAMENTO NO TRIATHLON (PARTE 1)
Durante o exercício prolongado como o triathlon, o
desempenho físico depende da capacidade do organismo de captar, transportar e
utilizar oxigênio, assim como da disponibilidade de substratos energéticos e
das reações enzimáticas. A demanda fisiológica da prática das três modalidades
impõe aos triathletas o desenvolvimento de características distintas à cada uma
das provas. Em especial, a prática sequenciada das três modalidades que compõe
o triathlon induz a adaptações musculares, periféricas e centrais específicas
as intensidades impostas pelo programa de treinamento. A prática da corrida
após o ciclismo no triathlon é afetada na fase inicial da corrida em função do
custo energético e da mecânica dos movimentos. Os dados sobre o consumo máximo
de oxigênio (V02max), limiares ventilatórios (LV1 e LV2), potência aeróbia
máxima sustentada (PAMS) e potência máxima sustentada (PMS) devem ser
conhecidos para que sejam determinadas as intensidades (Z1, Z2, Z3, Z4 E Z5)
corretas de treino e a competição.
O consumo máximo de oxigênio pode ser definido como o maior
volume de oxigênio por unidade de tempo que um indivíduo consegue captar,
respirando ar atmosférico e, utilizado pela musculatura durante o exercício. É
alcançado quando se atinge níveis máximos de débito cardíaco e de extração
periférica de oxigênio, não ultrapassando com a elevação carga de trabalho
muscular. Aumenta linearmente com o trabalho muscular crescente é expresso de
forma absoluta (l/min-1) e relativa à massa corporal (ml.kg-1.min-1).
Essas variáveis metabólicas se mostram distintas em função
da distância da prova. Quando as distâncias aumentam a relação entre o VO2max e
os tempos diminuem. Tem se observado uma boa correlação entre a PAMS e o tempo
de desempenho nos 40 km de ciclismo. Contudo a correlação é maior entre o
VO2max e o tempo de prova nos 20 km de ciclismo do “short-triathlon”. O consumo
máximo de oxigênio não tem se mostrado um fator determinante em provas longas,
sendo os limiares ventilatórios mais indicados para a prescrição e controle do
exercício.
Em 1964, WASSERMAN & McLORRY, introduziram o termo
“Limiar anaeróbio” e propuseram o uso de parâmetros ventilatórios para
detectarem o início da acidose metabólica durante o exercício de cargas
progressivas. Posteriormente, em estudos realizados no final da década de 70 e
início da década de 80, WASSERMAN e colaboradores (DAVIS, et al, 1979; DAVIS et
al, 1982) refinaram sua metodologia não invasiva para determinar o Lan. Como a
metodologia proposta utiliza-se os parâmetros ventilatórios, alguns autores
preferem o termo “Limiar Ventilatório”, principalmente para se diferenciar dos
métodos que utilizam o lactado sanguíneo, em que empregam o termo Limiar de
Lactato.
O limiar anaeróbio (LA) na fisiologia ou primeiro limiar
ventilatório 1 (LV1), dependendo do método de sua determinação é definido
inicialmente como a intensidade do exercício logo abaixo do ponto onde a
concentração sanguínea de lactado [La] aumenta acima dos níveis de repouso,
ocorrendo também um aumento linear da ventilação (VE), produção de dióxido de
carbono (VCO2) e a consumo de oxigênio VCO2. O segundo limiar ventilatório
(LV2) ou limiar anaeróbico para o treinamento, descreve o ponto em que a
produção de CO2 e o consumo de oxigênio O2 são iguais e, ao ultrapassar o LV2 a
ventilação pulmonar (VE) e a produção de dióxido de carbono (CO2) aumentam
desproporcionalmente em relação ao consumo de oxigênio durante o exercício
progressivo. A medida das variáveis respiratórias (VE,VO2 e VCO2), no momento
em que ocorrem alterações significativas na Ventilação Minuto (VE) e nas
concentrações de CO2 do ar expirado, correlacionando-as com a potência (watt),
frequência cardíaca, velocidade e ritmo são determinantes para a elaboração
precisa do treinamento para o triatleta.
As medidas das variáveis respiratórias (VE, VO2 e VCO2)
estão relacionadas diretamente com o tipo de substrato energético utilizado
para a produção energia. O uso do glicogênio muscular, glicose sanguínea e das
gorduras são específicas à intensidade e a duração do exercício físico. Sendo
assim, um exercício realizado nas zonas do LV2 (z4) e VO2max (z5) consomem
exclusivamente glicogênio muscular. Os exercícios próximos ao segundo limiar
ventilatório tendem a consumir tanto o carboidrato como a gordura, dependendo
do nível de treinamento e das adaptações metabólicas. O consumo de gordura fica
elevado por volta de 70 a 80 %VO2max, em que há maior demanda pelo nutriente,
mas depende também do percentual do consumo máximo de oxigênio (%VO2max)
relacionado com o segundo limiar ventilatório, índice glicêmico e fatores
ambientais. Exercícios próximos LV1 consomem gordura e glicose sanguínea, porém
o seu efeito fisiológico ocorre com altos volumes de atividade.
A relação entre as variáveis fisiológicas e dados como o ritmo,
velocidade, potência e, inclusive o esforço percebido, permitem a elaboração de
planos de treinamento individualizados de forma precisa para cada tipo de
modalidade do triathlon e da competição. Em função do grande número de sessões
de treinamento e do volume geral as variáveis fisiológicas permitem que seja
determinado o custo energético das atividades e o controle mais eficiente das
cargas fisiológicas de estresse e da recuperação.
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Braçada do nado Crawl.
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