Braçada do nado Crawl.

Da entrada ao "agarre". 

     A downstroke ou varredura para baixo determina a dinâmica do nado. Quando o nadador tenta antecipar a aplicação de força, além de criar resistência ao deslocamento horizontal cria oscilação vertical o lesão no ombro. 

    Nessa fase da entrada ao agarre o nadador não aplica força, pois não é uma fase propulsiva. Após a entrada a trajetória da mão e antebraço segue até uma posição em que o cotovelo fique mais baixo que os ombros. A flexão do punho facilita a movimentação do braço à posição correta, em função da pressão da massa d'água sobre a mão. 

    Ao aplicar força nessa fase a cabeça do úmero sobe, pressionando a estrutura mole, muitas vezes causando a famosa síndrome do ombro do nadador. Grandes nadadores mantêm os dedos afastados para reduzir a pressão da água, reduzindo a carga no ombro. O nadador só deve aplicar força após o "agarre". 

Prof. Marco Angelo, MSc. Cref1: 5903/G

@coach_marco_angelo 
Parâmetros fisiológicos e prescrição do treinamento no triathlon
Postada 27/11/2020,  Artigo do Professor Marco Angelo Barbosa dos Anjos, mestre em Ciência da Motricidade Humana, Pós-graduado em Ciência do Treinamento Desportivo, especialista em Análise do Movimento e Bikefit, Técnico de Triathlon CBTri/Patco, CREFI 05903/G-RJ. 

Explica a relação da intensidade do treinamento com as variáveis fisiológicas, principalmente a ventilatória no triathlon. 

Para ler o artigo na íntegra acesse o link abaixo: 

Curso Sobre Treinamento Aeróbico Online

Curso sobre Treinamento Aeróbico, dinamizado para a aprendizagem online. No curso serão abordados os métodos de treinamento, zonas de treino baseados nos conceitos do limiar de potencial funcional (FTP) e nos limiares ventilatórios 1 e 2. O volume e cargas de treino, além das medidas de VO2max, quantidade de gordura corporal e carboidratos. Também os participantes aprenderam o desenvolvimento de uma boa prescrição do treinamento

O curso acontecerá no dia, 25/7/20. Tem Duração de 4hs (9-13hs). O curso custa somente R$90,00 e pode ser pago parcelado pelo pagseguro. Pagamento até 24/7/20. Apenas: R$90,00.

Link para o pagamento no pagseguro: https://pag.ae/7WbDrPKCN ou clique no botão do pagseguro abaixo

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Para receber o link de acesso que será pelo aplicativo ZOOM, deve ser enviado o comprovante de pagamento com o nome, contato telefônico e email para profmarcoangelo@gmail.com

Temperatura Ambiente e Regulação


TEMPERATURA AMBIENTE, VOLUME SAGUÍNEO, HIDRATAÇÃO E TREINAMENTO
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A pratica de esportes de Endurance são benéficos a saúde, porém, a preocupação com a temperatura corporal, ambiental e ingestão de líquidos não devem ser esquecidas nem pormenorizadas. Quando treinamos e competimos a maior parte da nossa energia produzida é perdida sob a forma de calor. Portanto, necessitamos que o nosso organismo tenha habilidades para perder esse calor. Não só os carros sofrem de superaquecimento, nós também sofremos!
Na verdade é necessário uma pequena elevação da temperatura corporal para melhorar a dissociação do oxigênio da hemoglobina e da mioglobina, aumento do fluxo sanguíneo nos músculos solicitados na atividade, redução na viscosidade articular que permite uma melhor contração muscular, aumento da sensibilidade dos receptores nervosos com um aumento na velocidade dos impulsos nervosos para o grupamento muscular solicitado melhorando o posicionamento das articulações do corpo para o gesto esportivo. Porém, um constante aumento na temperatura corporal pode gerar graves danos ao nosso organismo levando até a morte.
A produção de energia depende da intensidade do exercício, roupa utilizada e da perda de calor, além desses fatores as condições ambientais: umidade relativa do ar (URA) e a radiação solar.
Para manter o equilíbrio térmico o nosso organismo utiliza a RADIAÇÃO, CONDUÇÃO, CONVECÇÃO E EVAPORAÇÃO sendo estes dois últimos fenômenos os mais e eficazes durante os treinos e competições de endurance.

RADIAÇÃO
gerado pela vibração das moléculas de um corpo que com isso, gera constantemente calor. Um corpo mais quente irá radiar calor a um mais frio. (ex.: radiação solar sobre o homem).
CONDUÇÃO
transferência de calor entre objetos em contato direto. (ex: roupa e a pele).
CONVECÇÃO
ocorre quando o fluxo de ar mais frio passa pelo corpo, com isso, o corpo perde calor para as moléculas de ar que entram em contato com o corpo.
EVAPORAÇÃO
ocorre quando um líquido "suor" é transformado em vapor na superfície da pele. Há uma perda de calor do corpo para a atmosfera. Se a transpiração "suor" escorre não há perda de calor, ou seja, não há resfriamento do corpo.

Todos os fenômenos citados a cima dependem das condições ambientais. Quanto maior for a umidade relativa do ar (maior saturação de líquidos), menor será a quantidade de calor perdida por evaporação e quanto maior a radiação solar, menor será a perda de calor por convecção. Sugere-se que as condições ambientais ideais para a prática dos esportes de endurance sejam com uma baixa temperatura e a uma baixa URA, isso não significa que devemos nadar a 17º Celsius.
Continua na semana seguinte.


Posição no selim e dor lombar


Posição no selim e dor lombar

Ciclistas convivem com dores lombares, uma das dores mais comuns à modalidade, causada na maioria das vezes por erros no bikefit, principalmente em relação ao ângulo de posicionamento do selim. É comum observar selins apontados para baixo ou para cima, a fim de tornar a posição da pedalada mais cômoda, mas esse é um erro causado pelo estabelecimento equivocado da altura do selim em relação a biomecânica da cintura pélvica associadas a movimentação dos joelhos e tornozelos. Ajustar o selim baseado apenas em cálculos ou protocolos, de posição ideal de outros ciclistas, mesmo de elite, pode causar sérios danos a região lombar e perda de potência. 
Quando sentamos numa posição que tende a escorregar à frente o nosso sistema nervoso compensa esse posicionamento rodando a pélvis à frente, na sua borda superior (anteroversão), isso faz com que as vértebras lombares sejam comprimidas, podendo ocasionar a uma hérnia anterior.  Quando o ciclista gira a pelve para trás (retroversão), estando sentado, inclinado à frente para equilibrar este esforço, e manter o tronco na posição certa e preservar as curvaturas anatômicas da coluna, os músculos paravertebrais desenvolvem uma contração estática muito forte. Como os músculos paravertebrais estão firmemente fixados nos corpos vertebrais, esta contração muscular resulta em aumento da pressão nos discos lombares comprimindo toda a estrutura mole, podendo ainda ocasionar compressão de diversos nervos. Por isso procure um profissional de educação física, devidamente registrado, com especialização e conhecimento sobre o ciclismo. Seu corpo custa tão caro quanto a bike!