Temperatura Ambiente e Regulação
TEMPERATURA
AMBIENTE, VOLUME SAGUÍNEO, HIDRATAÇÃO E TREINAMENTO
.
A
pratica de esportes de Endurance são benéficos a saúde, porém, a preocupação
com a temperatura corporal, ambiental e ingestão de líquidos não devem ser
esquecidas nem pormenorizadas. Quando treinamos e competimos a maior parte da
nossa energia produzida é perdida sob a forma de calor. Portanto, necessitamos que o nosso organismo tenha
habilidades para perder esse calor. Não só os carros sofrem de superaquecimento,
nós também sofremos!
Na
verdade é necessário uma pequena elevação da temperatura corporal para melhorar
a dissociação do oxigênio da hemoglobina e da mioglobina, aumento do fluxo
sanguíneo nos músculos solicitados na atividade, redução na viscosidade
articular que permite uma melhor contração muscular, aumento da sensibilidade
dos receptores nervosos com um aumento na velocidade dos impulsos nervosos para
o grupamento muscular solicitado melhorando o posicionamento das articulações
do corpo para o gesto esportivo. Porém, um constante aumento na temperatura
corporal pode gerar graves danos ao nosso organismo levando até a morte.
A
produção de energia depende da intensidade do exercício, roupa utilizada e da
perda de calor, além desses fatores as condições ambientais: umidade relativa
do ar (URA) e a radiação solar.
Para
manter o equilíbrio térmico o nosso organismo utiliza a RADIAÇÃO, CONDUÇÃO,
CONVECÇÃO E EVAPORAÇÃO sendo estes dois últimos fenômenos os mais e eficazes
durante os treinos e competições de endurance.
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RADIAÇÃO
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gerado pela vibração das moléculas de um corpo
que com isso, gera constantemente calor. Um corpo mais quente irá radiar
calor a um mais frio. (ex.: radiação solar sobre o homem).
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CONDUÇÃO
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transferência de calor entre objetos em contato
direto. (ex: roupa e a pele).
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CONVECÇÃO
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ocorre quando o fluxo de ar mais frio passa
pelo corpo, com isso, o corpo perde calor para as moléculas de ar que entram
em contato com o corpo.
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EVAPORAÇÃO
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ocorre quando um líquido "suor" é transformado
em vapor na superfície da pele. Há uma perda de calor do corpo para a
atmosfera. Se a transpiração "suor" escorre não há perda de calor,
ou seja, não há resfriamento do corpo.
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Todos os fenômenos citados a cima
dependem das condições ambientais. Quanto maior for a umidade relativa do ar
(maior saturação de líquidos), menor será a quantidade de calor perdida por
evaporação e quanto maior a radiação solar, menor será a perda de calor por
convecção. Sugere-se que as condições ambientais ideais para a prática dos
esportes de endurance sejam com uma baixa temperatura e a uma baixa URA, isso
não significa que devemos nadar a 17º Celsius.
Continua na semana seguinte.
Posição no selim e dor lombar
Ciclistas convivem com dores lombares,
uma das dores mais comuns à modalidade, causada na maioria das vezes por erros
no bikefit, principalmente em relação ao ângulo de posicionamento do selim. É
comum observar selins apontados para baixo ou para cima, a fim de tornar a
posição da pedalada mais cômoda, mas esse é um erro causado pelo estabelecimento equivocado da altura do selim em relação a biomecânica da cintura
pélvica associadas a movimentação dos joelhos e tornozelos. Ajustar o selim
baseado apenas em cálculos ou protocolos, de posição ideal de outros
ciclistas, mesmo de elite, pode causar sérios danos a região lombar e perda de potência.
Quando sentamos numa posição
que tende a escorregar à frente o nosso sistema nervoso compensa esse
posicionamento rodando a pélvis à frente, na sua borda superior (anteroversão), isso faz com que as
vértebras lombares sejam comprimidas, podendo ocasionar a uma hérnia anterior. Quando o ciclista gira a pelve para trás (retroversão), estando
sentado, inclinado à frente para equilibrar este esforço, e manter o tronco na
posição certa e preservar as curvaturas anatômicas da coluna, os músculos
paravertebrais desenvolvem uma contração estática muito forte. Como os músculos
paravertebrais estão firmemente fixados nos corpos vertebrais, esta contração
muscular resulta em aumento da pressão nos discos lombares comprimindo toda a
estrutura mole, podendo ainda ocasionar compressão de diversos nervos. Por isso
procure um profissional de educação física, devidamente registrado, com especialização
e conhecimento sobre o ciclismo. Seu corpo custa tão caro quanto a bike!
TREINAMENTO DE PERNAS PARA NATAÇÃO E TRIATHLON
A pernada contribuiu de 10-15% da
propulsão no nado crawl, uma boa técnica de pernada melhora a posição do nado
contribuindo para o aumento da força de sustentação, reduz a resistência ao
deslocamento e permite que a braçada seja executada na posição correta
aumentando a eficiência, direcionando o nadador para frente e, não para cima.
Bom posicionamento
Posição ruim aumenta
a resistência ao deslocamento
Por exemplo, se
um nadador faz um ritmo de 01’:30”/100m de braçada de crawl, com a pernada
feita da forma correta nadaria para 1:21 a 1:16,5”.
Porque não devo treinar a mesma coisa todos os dias? Porque só posso treinar 1 hora e não 5 horas?
A resposta para essa pergunta está ligada diretamente ao sistema imune e a capacidade de se adaptar do atleta as cargas de estresse.
Devemos entender que a maioria dos efeitos positivos do exercício ocorrem no período de recuperação das cargas de treino, que podem corresponder a uma sessão ou até várias sessões, denominadas de ciclos. O menor ciclo de treinamento é o microciclo, mas em esportes com futebol e algumas modalidades há os chamados submicrocliclos que possibilitam a excelêcia na sequência dos jogos de uma competição.
A intensidade e o volume afetam diretamente a resposta do sistema imune. Atividade física com intensidade moderada (60% VO2max) esta relacionado ao aumento da resposta dos mecanismos do sistema imune. Contudo, exercícios prolongados (>65% VO2max) ou o treino excessivo parecem estar relacionado a redução da resposta dos mecanismos do sistema imune.
O Exercício intenso provoca um aumento na concentração de leucócitos na circulação. Pedersen e Bruunsgaard (1995) relatam que a imunossupressão observada é evidente quando o exercício é intenso e de longa duração (60 min ou mais). Robson e col. (1982) compararam o efeito do exer. a 80% VO2máx (durante 1 hora) com um a 55%VO2max (durante 3 horas) em indivíduos ativos. Verificaram, durante e após o esforço há um aumento similar na contagem dos neutrófilos polimorfonucleares em ambas intensidades.
As alterações nas funções dos neutrófilos parecem ser dependentes da intensidade e da duração do exercício. A reposta a diferentes cargas podem refletir um estado de stress ou imunossupressão e ser um indicativo de overtraining.
Davis e col. Verificaram que o exercício extenuante de longa duração (2,5-3,5 h) pode provocar diminuição na atividade anti-viral de macrófagos alveolares e aumentar a susceptibilidade de infecções em ratos.
A sobrecarga sobre os linfócitos mostram que durante o exercício é verificado um aumento de linfócitos em cerca de 50% a 100% em relação ao valor basal. No período de recuperação, 30 minutos após o exercício, a contagem de linfócitos diminui de 30% a 50% abaixo dos níveis pré-exercício, permanecendo assim durante 3 a 6 horas. Também os exercícios intensos de longa duração induzem a apoptose de linfócitos, devido ao aumento do cortisol, que podem estar realcionados à imunosupressão. Os exercícios intensos de curta duração (>100% VO2máx) ou intensos de longa duração (=80% VO2max) maior que 60 min, provocam: redução da saturação da hemoglobina arterial; aumento na temperatura corporal; lesões musculares; hipoxemia e as lesões teciduais associadas. Assim, as respostas metabólicas induzem a alterações na resposta imune com libertação de citocinas pró-inflamatórias incluindo a IL-1, a IL-6 e o TNFa.
Assim, podemos afirmar que o treinamento esta relacionado a aplicação corretas das cargas de treino e o conhecimento específico de como controlar os mecanismos de estresse que induzem a adaptação.
A resposta para essa pergunta está ligada diretamente ao sistema imune e a capacidade de se adaptar do atleta as cargas de estresse.
Devemos entender que a maioria dos efeitos positivos do exercício ocorrem no período de recuperação das cargas de treino, que podem corresponder a uma sessão ou até várias sessões, denominadas de ciclos. O menor ciclo de treinamento é o microciclo, mas em esportes com futebol e algumas modalidades há os chamados submicrocliclos que possibilitam a excelêcia na sequência dos jogos de uma competição.
A intensidade e o volume afetam diretamente a resposta do sistema imune. Atividade física com intensidade moderada (60% VO2max) esta relacionado ao aumento da resposta dos mecanismos do sistema imune. Contudo, exercícios prolongados (>65% VO2max) ou o treino excessivo parecem estar relacionado a redução da resposta dos mecanismos do sistema imune.
O Exercício intenso provoca um aumento na concentração de leucócitos na circulação. Pedersen e Bruunsgaard (1995) relatam que a imunossupressão observada é evidente quando o exercício é intenso e de longa duração (60 min ou mais). Robson e col. (1982) compararam o efeito do exer. a 80% VO2máx (durante 1 hora) com um a 55%VO2max (durante 3 horas) em indivíduos ativos. Verificaram, durante e após o esforço há um aumento similar na contagem dos neutrófilos polimorfonucleares em ambas intensidades.
As alterações nas funções dos neutrófilos parecem ser dependentes da intensidade e da duração do exercício. A reposta a diferentes cargas podem refletir um estado de stress ou imunossupressão e ser um indicativo de overtraining.
Davis e col. Verificaram que o exercício extenuante de longa duração (2,5-3,5 h) pode provocar diminuição na atividade anti-viral de macrófagos alveolares e aumentar a susceptibilidade de infecções em ratos.
A sobrecarga sobre os linfócitos mostram que durante o exercício é verificado um aumento de linfócitos em cerca de 50% a 100% em relação ao valor basal. No período de recuperação, 30 minutos após o exercício, a contagem de linfócitos diminui de 30% a 50% abaixo dos níveis pré-exercício, permanecendo assim durante 3 a 6 horas. Também os exercícios intensos de longa duração induzem a apoptose de linfócitos, devido ao aumento do cortisol, que podem estar realcionados à imunosupressão. Os exercícios intensos de curta duração (>100% VO2máx) ou intensos de longa duração (=80% VO2max) maior que 60 min, provocam: redução da saturação da hemoglobina arterial; aumento na temperatura corporal; lesões musculares; hipoxemia e as lesões teciduais associadas. Assim, as respostas metabólicas induzem a alterações na resposta imune com libertação de citocinas pró-inflamatórias incluindo a IL-1, a IL-6 e o TNFa.
Assim, podemos afirmar que o treinamento esta relacionado a aplicação corretas das cargas de treino e o conhecimento específico de como controlar os mecanismos de estresse que induzem a adaptação.
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