Curso Sobre Treinamento Aeróbico Online

Curso sobre Treinamento Aeróbico, dinamizado para a aprendizagem online. No curso serão abordados os métodos de treinamento, zonas de treino baseados nos conceitos do limiar de potencial funcional (FTP) e nos limiares ventilatórios 1 e 2. O volume e cargas de treino, além das medidas de VO2max, quantidade de gordura corporal e carboidratos. Também os participantes aprenderam o desenvolvimento de uma boa prescrição do treinamento

O curso acontecerá no dia, 25/7/20. Tem Duração de 4hs (9-13hs). O curso custa somente R$90,00 e pode ser pago parcelado pelo pagseguro. Pagamento até 24/7/20. Apenas: R$90,00.

Link para o pagamento no pagseguro: https://pag.ae/7WbDrPKCN ou clique no botão do pagseguro abaixo

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Para receber o link de acesso que será pelo aplicativo ZOOM, deve ser enviado o comprovante de pagamento com o nome, contato telefônico e email para profmarcoangelo@gmail.com

Temperatura Ambiente e Regulação


TEMPERATURA AMBIENTE, VOLUME SAGUÍNEO, HIDRATAÇÃO E TREINAMENTO
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A pratica de esportes de Endurance são benéficos a saúde, porém, a preocupação com a temperatura corporal, ambiental e ingestão de líquidos não devem ser esquecidas nem pormenorizadas. Quando treinamos e competimos a maior parte da nossa energia produzida é perdida sob a forma de calor. Portanto, necessitamos que o nosso organismo tenha habilidades para perder esse calor. Não só os carros sofrem de superaquecimento, nós também sofremos!
Na verdade é necessário uma pequena elevação da temperatura corporal para melhorar a dissociação do oxigênio da hemoglobina e da mioglobina, aumento do fluxo sanguíneo nos músculos solicitados na atividade, redução na viscosidade articular que permite uma melhor contração muscular, aumento da sensibilidade dos receptores nervosos com um aumento na velocidade dos impulsos nervosos para o grupamento muscular solicitado melhorando o posicionamento das articulações do corpo para o gesto esportivo. Porém, um constante aumento na temperatura corporal pode gerar graves danos ao nosso organismo levando até a morte.
A produção de energia depende da intensidade do exercício, roupa utilizada e da perda de calor, além desses fatores as condições ambientais: umidade relativa do ar (URA) e a radiação solar.
Para manter o equilíbrio térmico o nosso organismo utiliza a RADIAÇÃO, CONDUÇÃO, CONVECÇÃO E EVAPORAÇÃO sendo estes dois últimos fenômenos os mais e eficazes durante os treinos e competições de endurance.

RADIAÇÃO
gerado pela vibração das moléculas de um corpo que com isso, gera constantemente calor. Um corpo mais quente irá radiar calor a um mais frio. (ex.: radiação solar sobre o homem).
CONDUÇÃO
transferência de calor entre objetos em contato direto. (ex: roupa e a pele).
CONVECÇÃO
ocorre quando o fluxo de ar mais frio passa pelo corpo, com isso, o corpo perde calor para as moléculas de ar que entram em contato com o corpo.
EVAPORAÇÃO
ocorre quando um líquido "suor" é transformado em vapor na superfície da pele. Há uma perda de calor do corpo para a atmosfera. Se a transpiração "suor" escorre não há perda de calor, ou seja, não há resfriamento do corpo.

Todos os fenômenos citados a cima dependem das condições ambientais. Quanto maior for a umidade relativa do ar (maior saturação de líquidos), menor será a quantidade de calor perdida por evaporação e quanto maior a radiação solar, menor será a perda de calor por convecção. Sugere-se que as condições ambientais ideais para a prática dos esportes de endurance sejam com uma baixa temperatura e a uma baixa URA, isso não significa que devemos nadar a 17º Celsius.
Continua na semana seguinte.


Posição no selim e dor lombar


Posição no selim e dor lombar

Ciclistas convivem com dores lombares, uma das dores mais comuns à modalidade, causada na maioria das vezes por erros no bikefit, principalmente em relação ao ângulo de posicionamento do selim. É comum observar selins apontados para baixo ou para cima, a fim de tornar a posição da pedalada mais cômoda, mas esse é um erro causado pelo estabelecimento equivocado da altura do selim em relação a biomecânica da cintura pélvica associadas a movimentação dos joelhos e tornozelos. Ajustar o selim baseado apenas em cálculos ou protocolos, de posição ideal de outros ciclistas, mesmo de elite, pode causar sérios danos a região lombar e perda de potência. 
Quando sentamos numa posição que tende a escorregar à frente o nosso sistema nervoso compensa esse posicionamento rodando a pélvis à frente, na sua borda superior (anteroversão), isso faz com que as vértebras lombares sejam comprimidas, podendo ocasionar a uma hérnia anterior.  Quando o ciclista gira a pelve para trás (retroversão), estando sentado, inclinado à frente para equilibrar este esforço, e manter o tronco na posição certa e preservar as curvaturas anatômicas da coluna, os músculos paravertebrais desenvolvem uma contração estática muito forte. Como os músculos paravertebrais estão firmemente fixados nos corpos vertebrais, esta contração muscular resulta em aumento da pressão nos discos lombares comprimindo toda a estrutura mole, podendo ainda ocasionar compressão de diversos nervos. Por isso procure um profissional de educação física, devidamente registrado, com especialização e conhecimento sobre o ciclismo. Seu corpo custa tão caro quanto a bike!

TREINAMENTO DE PERNAS PARA NATAÇÃO E TRIATHLON



A pernada contribuiu de 10-15% da propulsão no nado crawl, uma boa técnica de pernada melhora a posição do nado contribuindo para o aumento da força de sustentação, reduz a resistência ao deslocamento e permite que a braçada seja executada na posição correta aumentando a eficiência, direcionando o nadador para frente e, não para cima.


Bom posicionamento


Posição ruim aumenta a resistência ao deslocamento

Por exemplo, se um nadador faz um ritmo de 01’:30”/100m de braçada de crawl, com a pernada feita da forma correta nadaria para 1:21 a 1:16,5”. 

Porque não devo treinar a mesma coisa todos os dias? Porque só posso treinar 1 hora e não 5 horas?

 A resposta para essa pergunta está ligada diretamente ao sistema imune e a capacidade de se adaptar do atleta as cargas de estresse.
Devemos entender que a maioria dos efeitos positivos do exercício ocorrem no período de recuperação das cargas de treino, que podem corresponder a uma sessão ou até várias sessões, denominadas de ciclos. O menor ciclo de treinamento é o microciclo, mas em esportes com futebol e algumas modalidades há os chamados submicrocliclos que possibilitam a excelêcia na sequência dos jogos de uma competição.
 A intensidade e o volume afetam diretamente a resposta do sistema imune. Atividade física com intensidade moderada (60% VO2max) esta relacionado ao aumento da resposta dos mecanismos do sistema imune. Contudo, exercícios prolongados (>65% VO2max) ou o treino excessivo parecem estar relacionado a redução da resposta dos mecanismos do sistema imune.
 
O Exercício intenso provoca um aumento na concentração de leucócitos na circulação. Pedersen e Bruunsgaard (1995) relatam que a imunossupressão observada é evidente quando o exercício é intenso e de longa duração (60 min ou mais). Robson e col. (1982) compararam o efeito do exer. a 80% VO2máx (durante 1 hora) com um a 55%VO2max (durante 3 horas) em indivíduos ativos. Verificaram, durante e após o esforço há um aumento similar na contagem dos neutrófilos polimorfonucleares em ambas   intensidades.
 As alterações nas funções dos neutrófilos parecem ser dependentes da intensidade e  da duração do exercício. A reposta a diferentes cargas podem refletir um estado de stress ou imunossupressão e ser um indicativo de overtraining.
 Davis e col. Verificaram que o exercício extenuante de longa duração (2,5-3,5 h) pode provocar diminuição na atividade anti-viral de macrófagos alveolares e aumentar a susceptibilidade de infecções em ratos.
 A sobrecarga sobre os linfócitos mostram que durante o exercício é verificado um aumento de linfócitos em cerca de 50% a 100% em relação ao valor basal. No período de recuperação, 30 minutos após o exercício, a contagem de linfócitos diminui de 30% a 50% abaixo dos níveis pré-exercício, permanecendo assim durante 3 a 6 horas. Também os exercícios intensos de longa duração induzem a apoptose de linfócitos, devido ao aumento do cortisol, que podem estar realcionados à imunosupressão. Os exercícios intensos de curta duração (>100% VO2máx) ou intensos de longa duração (=80% VO2max) maior que 60 min, provocam: redução da saturação da hemoglobina arterial; aumento na temperatura corporal; lesões musculares; hipoxemia e as lesões teciduais associadas. Assim, as respostas metabólicas induzem a alterações na resposta imune com libertação de citocinas pró-inflamatórias incluindo a IL-1, a IL-6 e o TNFa.
 Assim, podemos afirmar que o treinamento esta relacionado a aplicação corretas das cargas de treino e o conhecimento específico de como controlar os mecanismos de estresse que induzem a adaptação.